´Trata-se de uma denúncia feita no período eleitoral´, afirma Magela

Geraldo Magela
Secom/Clodoaldo Ribeiro

O secretário municipal de Saúde, Geraldo Magela, um dos alvos da operação deflagrada hoje pela Polícia Federal em Ilhéus para apurar possíveis irregularidades na aplicação de recursos da Covid-19 no município, disse hoje que a ação da PF é resultado de uma denúncia feita no período eleitoral. "Vamos responder tudo", garantiu.

Magela revelou que no momento da contratação de uma empresa terceirizada, Ilhéus encontrava-se no desespero para encontrar um executor de serviços na Central Covid-19 e que, à época, Ilhéus e Salvador "disputavam quem lmorria mais".

Disse que a intenção inicial era contratar uma OS (Organização Social) ou até mesmo realizar uma seleção pública, mas que a necessidade emergencial levou o município à empresa terceirizada. A escolhida para gerenciar recursos da ordem de 2 milhões e meio de reais e uma ação complexa de atendimento à pandemia, tinha apenas dois anos de criada, no município de Coaraci.

Magela declarou que, ao prestar depoimento pela manhã na sede da Polícia Federal em Ilhéus, solicitou acesso à documentação do processo da CGU.

O secretário Geraldo Magela considerou a investigação como sendo algo normal, mas destacou: a investigação aponta superfaturamento. "A gente quer ver como foi indicado. Para nós o que é dito como superfaturamento é apenas uma diferença de valores de salários pagos", afirmou.